Calendário de Vacinação Infantil: Vacinas SUS x Particular

Calendário de vacinação para bebês e crianças: Vacinas do SUS x vacinas particulares

Em parceria com Climep Vacinas

Nos primeiros anos de vida, o bebê recebe diversas vacinas importantes para proteção contra doenças graves. No Brasil, a vacinação pode ser feita tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto em clínicas particulares.

Embora ambos sigam recomendações científicas, existem diferenças importantes entre os calendários, principalmente nas vacinas de bebês e crianças. As diferenças mais comuns entre a rede pública e particular são:

✔ Número de injeções

✔ Tipos de vacina utilizada

✔ Proteção contra mais doenças

✔ Menor taxa de reações em algumas vacinas

Nesta página você vai entender as principais diferenças entre o calendário vacinal da rede privada e do SUS tanto para bebês quanto para crianças maiores.

Calendário de vacinas do bebê por idade (2 a 18 meses)

Vacinas do bebê a partir de 2 meses

A vacinação dos bebês geralmente começa aos 2 meses de idade, um momento muito importante para a proteção da criança. Nessa fase, o sistema imunológico do bebê ainda está em desenvolvimento e a proteção recebida da mãe durante a gestação começa a diminuir.

Por isso, as vacinas de 2 meses ajudam o organismo da criança a desenvolver defesa contra doenças que podem ser graves nessa fase da vida, como:

  • Meningite
  • Pneumonia
  • Coqueluche
  • Poliomielite (paralisia infantil)
  • Infecções bacterianas graves

Seguir corretamente o calendário vacinal a partir dos 2 meses é fundamental para garantir que o bebê esteja protegido durante uma fase em que ele ainda é mais vulnerável a infecções.

A tabela abaixo apresenta um comparativo entre o calendário utilizado no SUS e aquele recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM) em clínicas privadas.

Idade do bebê (em meses)Na rede públicaNa rede particular
Ao nascerBCG e Hepatite BBCG e Hepatite B
2 mesesPneumocócica 10
Rotavírus monovalente
Pentavalente
VIP (poliomielite inativada)
Pneumocócica 15 ou 20
Rotavírus pentavalente
Hexavalente acelular
3 mesesMeningocócica CMeningocócica ACWY
Meningocócica B
4 mesesPneumocócica 10
Rotavírus monovalente
Pentavalente
VIP (poliomielite inativada)
Pneumocócica 15 ou 20
Rotavírus pentavalente
Pentavalente acelular
5 mesesMeningocócica CMeningocócica ACWY
Meningocócica B
6 mesesPneumocócica 10
Pentavalente
VIP (poliomielite inativada)
Influenza trivalente
Pneumocócica 15 ou 20
Rotavírus pentavalente
Hexavalente acelular
Influenza tetravalente
9 mesesFebre amarelaFebre amarela
12 mesesVaricela
Tríplice Viral
Pneumocócica 10 (reforço)
Meningocócica C (reforço)
Varicela
Tríplice Viral
Pneumocócica 15 ou 20 (reforço)
Meningocócica ACWY (reforço)
Meningocócica B (reforço)
Hepatite A
15 mesesHepatite A
DTP (difteria, tetano e coqueluche)
VIP (poliomielite inativada)
Pentavalente acelular (DTPa + VIP+ HIB)
Tríplice viral
Varicela
18 mesesHepatite A

Principais diferenças

1) Vacina Pneumocócica: Pneumo 10 (SUS) x Pneumo 15 ou 20 (Particular)

A vacina pneumocócica protege contra infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, que pode provocar doenças graves como pneumonia, meningite, otite e sepse.

No SUS é utilizada a Pneumocócica 10-valente, que protege contra 10 sorotipos da bactéria.

Na rede privada, estão disponíveis vacinas mais amplas, como:

Essas vacinas ampliam a cobertura contra sorotipos que circulam na população, aumentando a proteção contra doenças pneumocócicas invasivas.

Quanto maior o número de sorotipos cobertos, maior tende a ser a proteção contra doenças pneumocócicas. Assim, atualmente a proteção mais completa é com a vacina Prevenar 20 (pneumo 20).

2) Vacina Rotavírus Monovalente (SUS) x Rotavírus Pentavalente (Particular)

O rotavírus é uma das principais causas de diarreia grave em bebês e crianças pequenas, podendo levar à desidratação e hospitalização.

No SUS é utilizada a vacina Rotavírus Monovalente (RV1).

Na rede privada é utilizada a vacina Rotavírus Pentavalente (RV5).

A principal diferença é que:

  • A vacina monovalente protege contra 1 tipo principal de rotavírus
  • A vacina pentavalente protege contra 5 tipos diferentes do vírus

A principal diferença está no número de genótipos virais incluídos na vacina:

  • A vacina monovalente é baseada em um genótipo predominante e oferece proteção cruzada contra outros tipos.
  • A vacina pentavalente inclui cinco genótipos do vírus.

Ambas são eficazes na prevenção de gastroenterite grave causada pelo rotavírus.

3) Vacinas contra Meningite: Meningocócica C (SUS) x Meningocócia B e Meningocócica ACWY (Particular)

A meningite é uma doença grave que pode evoluir rapidamente e causar complicações importantes.

Iniciada nas vacinas de 3 meses a proteção contra as infecções meningocócicas são uma das proteções mais importantes para bebês. No SUS, a vacinação infantil inclui a vacina contra meningite C, que protege contra o sorogrupo C da bactéria Neisseria meningitidis.

Na rede privada, é possível ampliar essa proteção com outras duas vacinas meningocócicas:

  • Meningite B
  • Meningite ACWY

A vacina Meningite ACWY protege contra quatro sorogrupos da bactéria:

  • A
  • C
  • W
  • Y

Já a vacina Meningite B protege contra o sorogrupo B, que atualmente representa uma parcela importante dos casos de meningite bacteriana no Brasil. A partir de 2024 os sorotipo B passou a ser o maior causador de casos de meningite bacteriana no Brasil.

Combinando essas vacinas, a criança pode ter proteção contra cinco sorogrupos diferentes de meningite meningocócica.

4) Pentavalente do SUS x Vacinas acelulares (penta e hexavalente)

A vacina pentavalente do SUS protege contra:

  • Difteria
  • Tétano
  • Coqueluche
  • Haemophilus influenzae tipo B
  • Hepatite B

Ela utiliza o componente de coqueluche de células inteiras (DTP). Esse tipo de vacina é eficaz, porém pode causar mais reações como febre, irritabilidade e dor local.

Na rede privada são utilizadas vacinas acelulares (DTPa), que costumam apresentar menor taxa de reações. Também a vacina pentavalente na rede particular possui o proteção contra a poliomielite e não contra Hepatite B. Assim, o bebê precisa somente tomar uma injeção para ter a mesma proteção da rede pública.

Além disso, existe também a vacina Hexavalente, que inclui proteção contra poliomielite (VIP), combinando:

  • DTPa
  • Poliomielite (VIP)
  • Haemophilus influenzae tipo B
  • Hepatite B

Isso permite reduzir o número de injeções aplicadas no mesmo dia.

5) Diferenças no esquema de Varicela, Hepatite A e Tríplice Viral

Algumas vacinas também apresentam diferenças no esquema de aplicação entre o SUS e a rede privada.

Varicela (Catapora)

No SUS, a vacina contra Varicela é aplicada em dose única aos 15 meses.

Na rede privada, geralmente são aplicadas duas doses da vacina varicela, com 12 e 15 meses de idade o que pode oferecer uma proteção mais completa.

Hepatite A

No SUS, a vacina contra Hepatite A é aplicada em dose única aos 15 meses.

Na rede privada, normalmente são recomendadas duas doses com 12 e 18 meses, com intervalo de 6 meses entre elas, para reforçar a proteção.

Tríplice Viral

A vacina tríplice viral protege contra:

  • Sarampo
  • Caxumba
  • Rubéola

No SUS, o esquema inclui a Tríplice viral aos 12 meses.

Na rede privada, o esquema também pode incluir duas doses da tríplice viral, com 12 e 15 meses, associadas ou não à vacina de varicela, dependendo do calendário adotado.

6) Diferença entre vacina da gripe trivalente e tetravalente

A vacina contra a gripe é atualizada todos os anos para proteger contra os principais tipos do vírus influenza que circulam na população.

A principal diferença entre as vacinas está na quantidade de tipos de vírus que cada uma protege.

Vacina Trivalente

A vacina trivalente protege contra três tipos do vírus da gripe.

Ela é a vacina normalmente utilizada nas campanhas de vacinação do SUS e já oferece proteção importante contra os vírus que mais costumam causar gripe a cada temporada.

Vacina Tetravalente

A vacina tetravalente protege contra quatro tipos do vírus da gripe (influenza).

Ou seja, ela inclui um tipo adicional do vírus, ampliando a cobertura da vacina e aumentando a chance de proteção caso diferentes vírus da gripe estejam circulando naquele ano.


💡 Resumo importante

Tanto o SUS quanto a rede privada seguem recomendações científicas para proteger as crianças contra doenças importantes.

No entanto, o calendário da rede privada pode oferecer:

  • proteção contra mais sorotipos de algumas doenças
  • vacinas mais modernas
  • menor número de picadas
  • menor taxa de reações em algumas vacinas

Calendário de vacinas da criança (4 a 11 anos)

Após os primeiros anos de vida, a vacinação continua sendo fundamental para reforçar a proteção contra diversas doenças. Entre os 4 e 11 anos, algumas vacinas atuam como reforços importantes, enquanto outras passam a ser indicadas pela primeira vez nessa faixa etária.

Manter o calendário atualizado ajuda a garantir que a criança continue protegida durante o período escolar, quando o contato com outras crianças aumenta e algumas doenças podem circular com mais facilidade.

Veja as principais vacinas recomendadas nessa fase.

1) 4 anos

Aos 4 anos de idade, algumas vacinas importantes são aplicadas como reforço da proteção adquirida nos primeiros anos de vida.

DTPa + Poliomielite (reforço)

Esse reforço protege contra:

  • Difteria
  • Tétano
  • Coqueluche
  • Poliomielite

A vacina DTPa utilizada na rede privada possui componente acelular para coqueluche, o que costuma causar menos reações quando comparado às vacinas com células inteiras.

Esse reforço é essencial para manter a imunidade contra essas doenças durante a infância.

Febre Amarela

A vacina contra Febre amarela protege contra uma doença viral transmitida por mosquitos e pode causar quadros graves.

No Brasil, a vacinação faz parte do calendário infantil e é especialmente importante em regiões onde o vírus pode circular.

Dependendo do histórico vacinal da criança, pode ser indicada dose de reforço.

⚠️ Como a vacina é produzida a partir de vírus vivo atenuado cultivado em ovo de galinha, crianças com alergia grave a ovo devem ser avaliadas pelo médico antes da aplicação.

Dengue

A vacina contra Dengue também pode ser indicada vacina contra dengue, dependendo da recomendação médica e disponibilidade.

Ela pode ser indicada para crianças a partir dessa faixa etária, especialmente em regiões com grande circulação do vírus.

A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode causar sintomas como:

  • febre alta
  • dor no corpo
  • dor atrás dos olhos
  • manchas na pele

Em alguns casos, pode evoluir para formas graves da doença.

2) 5 anos

Meningite ACWY

A vacina meningocócica ACWY protege contra quatro tipos da bactéria Neisseria meningitidis:

  • A
  • C
  • W
  • Y

Esses sorogrupos podem causar meningite e infecção generalizada (meningococcemia), doenças que podem evoluir rapidamente.

Esse reforço ajuda a manter a proteção da criança durante os anos seguintes.

3) 9 anos

HPV

A vacina contra HPV (Papilomavírus Humano) é indicada para prevenir infecções causadas por diferentes tipos do vírus.

O HPV está associado a diversas doenças, incluindo:

  • câncer de colo do útero
  • câncer de garganta
  • câncer anal
  • verrugas genitais

A vacinação é recomendada antes do início da vida sexual, quando a resposta imunológica costuma ser melhor.

Em clínicas particulares está disponível a vacina HPV9 nonavalente, que protege contra 9 tipos diferentes do vírus, ampliando a proteção.

4) 11 anos

Meningite ACWY (reforço)

Na pré-adolescência, é recomendado um reforço da vacina meningocócica ACWY.

Isso é importante porque a proteção contra meningite pode diminuir ao longo do tempo, e essa faixa etária apresenta maior risco de transmissão da bactéria. Converse com o seu pediatra de confiança para avaliação.

Converse com o pediatra e avalie as melhores opções de proteção

O calendário de vacinação infantil é uma das formas mais importantes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves. Embora o SUS ofereça um programa de vacinação completo e fundamental para a saúde pública, existem vacinas e esquemas disponíveis na rede privada que podem ampliar ainda mais essa proteção.

Por isso, é sempre recomendado conversar com o pediatra da criança. O médico poderá avaliar o histórico de vacinação, o perfil de saúde e orientar sobre quais vacinas da rede particular podem ser indicadas para complementar o calendário.

Essa orientação individualizada ajuda os pais a entender melhor:

  • quais vacinas oferecem proteção ampliada contra determinadas doenças
  • quais esquemas podem reduzir o número de picadas
  • quais vacinas mais modernas podem causar menos reações

Com essa avaliação, é possível montar um calendário vacinal mais completo e adequado para cada criança.


Vacinação infantil no conforto de casa

Outra opção que tem ajudado muitas famílias é a vacinação domiciliar.

Nesse modelo, uma equipe especializada realiza a aplicação das vacinas no conforto da casa da família, trazendo mais tranquilidade para pais e crianças.

Entre os principais benefícios estão:

✔ mais conforto para o bebê ou criança
✔ menos estresse e ansiedade antes da vacina
✔ ambiente familiar e seguro
agendamento rápido
✔ menor exposição a ambientes com grande circulação de pessoas

Além disso, o atendimento domiciliar permite que a criança receba as vacinas com calma e atenção individualizada, o que costuma tornar a experiência muito mais tranquila.

Muitas clínicas também oferecem pacotes completos de vacinas para bebês, organizando todo o calendário vacinal dos primeiros meses e anos de vida. Isso ajuda os pais a acompanharem cada etapa com mais clareza, garantindo que nenhuma dose importante seja esquecida.

Manter o calendário vacinal atualizado é uma das formas mais seguras de proteger a saúde das crianças.

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